segunda-feira, 29 de abril de 2013

Onde mora o tesão nunca entra a desilusão.


quinta-feira, 18 de abril de 2013


A cama foi-se aquecendo devagar.
Agora que voltaste espero que fiques. Fiques comigo e que a mantenhas quente.

Quente como o sol. Como o forno da minha avó. 
Fica. Não precisas de levar nada. Apenas fica e fecha a persiana. 
O sol só atrapalha e o teu calor chega.


Círculo Perfeito


O círculo, sabem todos aqueles que são versados nas mais diferentes correntes de pensamento místico, sempre foi considerado, em todas as épocas, como o símbolo da totalidade original do Universo. Mas não apenas a totalidade universal, como também todos os atributos que acompanham o Todo ou o absoluto, como a perfeição, o infinito, o ilimitado, o atemporal, o inespacial, a completude, a inteireza, etc.
Dissemos que o circulo simboliza a totalidade original. Mais do que isso, ele representa os atributos da divindade ou do absoluto. Estes são, como já dissemos, unidade, perfeição, harmonia, universalidade, infinito, etc. Ou seja, todas as qualidades que admitimos para o plano do absoluto.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Com a chuva a bater na janela a cama fica mais confortável.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

No banho é mais fácil

Na banheira sai a rima inteira
Na banheira somos todos poetas
Com a água a cair...
É só deixar a rima sair

Cantar à Inês
Só para vocês
É mais fácil agora
E eu não perco pela demora

A voz engrossa
Nada fica por cantar
Num tom monocórdico
Até dá para embalar...

Neste dia piroso
Não sei ser amoroso
Mais do que isto não dá
Pró ano volta cá.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Acorda sobressaltado.
Sem saber bem onde está esfrega a cara... Não vê nada em volta porque ainda é noite cerrada e nenhum radio de luz penetra o quarto ou local onde está.
João sabe que está escuro e que está deitado numa cama.

Vieram-lhe flash's à cabeça:
-Festa de despedida do amigo na noite anterior. -Copos levados à boca. -Cigarros fumados à varanda do restaurante. -Música alta e dança interrupta num bar. - Mais copos levados à boca.
Num ápice lembrou-se da noite quase toda mas volta a levar as mãos à cara porque continua a não saber como acabou a noite.

Levantou-se à pressa e tropeçou nas roupas espalhadas pelo chão!
Um fato escuro e o vestido dele...


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Com tão pouca dedicação
Ninguém fica desarmado
Se esta nossa canção
Não chegar a nenhum lado

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pedantismo nunca deu glória
É seguir em frente porque já diz a minha avó
Que dos fracos nunca se fez a história

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


Levanto-se lentamente da cadeira, porque os ossos já não são o que eram, disse-lhe vigorosamente: 
Lá estás tu com a mania que não és imortal!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Sentir a necessidade de voltar atrás no tempo e ver o que se passa agora onde outrora se passou muito.
A que sabe a infância? Eu ainda sinto o sabor da minha e nunca o quero perder.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Segundo as minhas contas já lá vão mais de 400 filmes e continuo sem saber um caralho sobre cinema. Era isto. Obrigado e até amanhã.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

introspecção pouco profunda nº920603

É mais um sinal -
A cabeça cai
o corpo não reage
- que algo vai mal

Isto podia não ser assim -
escrever e não parar
lavar a boca e recomeçar
- isto não tem fim


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ai ai ai ai ai ai ai ai ai
A solidão dá medo a quem nunca abriu o coração.

domingo, 18 de novembro de 2012

Regra dos dois simples


Ele não era nada. Ali ao meio, sentado e com os braços sobre a mesa.
A pequena lanterna que levava no bolso era o seu único utensilio. Os túneis daquela cidade sempre foram muito escuros e com algumas curvas.
De vez em quando, ele lá tinha de os atravessar para ir ao outro lado sabe-se lá bem o que fazer.

Buscar inspiração?

Arrastou a cadeira, levantou-se e foi pagar o café.
Quando dera por ele já ia a meio e voltar para trás era morrer.

sábado, 27 de outubro de 2012

"#"#

A dama do sinal
Enriqueceu outro igual
Porque todos são assim
Ninguém espera pelo fim

Hoje sou eu
Quem não ainda morreu
Insisto em vir
Com medo de partir

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Se deixarmos de respirar temos tempo para nós?


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os meus segredos
Passam a ser teus também
Não os deixes sair por entre os dedos
Para que não fiquemos aquém

sábado, 1 de setembro de 2012

A distância entre ser amargo e amar é o ir. 

domingo, 26 de agosto de 2012

Imaginação, onde estás tu?
Dentro de ti, aqui e agora
Sou algo cru
Que te sai na hora


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Lá fora está calor e no congelador já não cabe mais ninguém.
Tiraram todos senha para lá estar, abrigados do que vai acontecer.
Li no jornal que hoje passava por aqui uma tempestade de corações que nunca bateram.

Pum, pum. Pum pum.
Continuo sem sentir as pernas e os braços mas sinto o meu coração.
Ele bate mas não me vou esconder porque quero ser levado.
Sabe-se lá para onde.
Rápido, cheguem rápido.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cinema (de regresso ao blog)













quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Conseguir escrever com o calor é fodido

O calor nunca o favoreceu e fazia-lhe mal.
Ele era como um peixe.
Dizia que debaixo de água é que se pensava bem. O oxigénio nunca lhe fez fluir as ideias e eu sabia disso.

Até ao dia.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Olá férias,

voltei a pegar num livro e a ver filmes com regularidade. 
Os filmes mais tarde, por enquanto: 
"O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros que continuam boas. A morte é mais aborrecida. 
Porque é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz." Miguel Esteves Cardoso in O Amor é Fodido

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Enquanto as focas marinhas e os leões da antártica não caírem sei que estarei a salvo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

um dia escrevo uma música para o Chico Buarque

O amor é partilha
É peso no coração
É leveza na alma
E não haver ar no pulmão.