sábado, 1 de setembro de 2012

A distância entre ser amargo e amar é o ir. 

domingo, 26 de agosto de 2012

Imaginação, onde estás tu?
Dentro de ti, aqui e agora
Sou algo cru
Que te sai na hora


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Lá fora está calor e no congelador já não cabe mais ninguém.
Tiraram todos senha para lá estar, abrigados do que vai acontecer.
Li no jornal que hoje passava por aqui uma tempestade de corações que nunca bateram.

Pum, pum. Pum pum.
Continuo sem sentir as pernas e os braços mas sinto o meu coração.
Ele bate mas não me vou esconder porque quero ser levado.
Sabe-se lá para onde.
Rápido, cheguem rápido.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cinema (de regresso ao blog)













quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Conseguir escrever com o calor é fodido

O calor nunca o favoreceu e fazia-lhe mal.
Ele era como um peixe.
Dizia que debaixo de água é que se pensava bem. O oxigénio nunca lhe fez fluir as ideias e eu sabia disso.

Até ao dia.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Olá férias,

voltei a pegar num livro e a ver filmes com regularidade. 
Os filmes mais tarde, por enquanto: 
"O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros que continuam boas. A morte é mais aborrecida. 
Porque é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz." Miguel Esteves Cardoso in O Amor é Fodido

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Enquanto as focas marinhas e os leões da antártica não caírem sei que estarei a salvo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

um dia escrevo uma música para o Chico Buarque

O amor é partilha
É peso no coração
É leveza na alma
E não haver ar no pulmão.

domingo, 24 de junho de 2012

Consciência sentimental

Eram três da madrugada. Sem sono fui à janela e olhando para a rua deparei-me num homem de meia idade que vestia um fato de gala e andava de um lado para o outro... Perdido.
Tinha um cigarro na boca e andava ora rua acima, ora rua abaixo.
Examinava cada casa da rua, cada pormenor de cada esquina. Até que parou.
Ficou estático uns cinco minutos. Pôs as mãos na cabeça, olhou para cima e disse-me alto:
"Vendeu a partitura que lhe dediquei e foi-se casar com outro! Não quero mais viver lá."
O que ele o Pedro não contou é que a moeda tem sempre dois lados.

quarta-feira, 20 de junho de 2012


- Podemos comprar um peixe?
- (...) depois ele morre...
- Só te quero a ti para toda a vida

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Como é bom passar um dia com o relógio no pulso e não ter necessidade de olhar para ele.
O dia não passa devagar e daqui a pouco já é amanhã.
Tás acordado? Isto não pára.

domingo, 10 de junho de 2012

Os quilometros que nos separam são ilusão e 
entre os teus olhos e os meus não há vazio.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quando chego a casa lá estás tu.
Sempre na mesma posição a olhar para mim.
És elegante e todos os vestidos te caem bem.
Feitos à medida. À tua medida.
Mereces tudo.
Levas-me a onde quero e a onde não quero.
Fazes-me saltar. Da mesma forma que me fazes chorar.
És aquela que está sempre lá, nos meus bons e maus momentos.
Nas noites quentes e frias. Nos dias chuvosos. 
Pouco me importa que não fales.
Só te quero comigo.
Pouco me importa se tens dois metros e vinte e peses o triplo de mim.
Aconteça o que acontecer, vais estar sempre aí. Eu sei.

Obrigado cama, a sério.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Respectivo passou a O Respetivo.
É tudo, por agora.

The Last Man

Na terra há o homem, no espaço há vida e só existe um único homem
Eu vivo
Vem sentir a falta de gravidade
Vem ver os aviões ao perto, os baloes a rebentar com o calor
Aqui vive-se
Toco nas estrelas que quiser e não caio
já olhaste para as nuvens de cima?
E se fosses o único habitante do espaço? 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

"O amor eterno é o amor impossível. 
Os amores possíveis começam a morrer no dia em que se concretizam." Eça de Queiroz

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Divã


Lá fora fazia chuva e tudo era confusão.
Deitei-me no divã e ela é que falou. Fiquei a saber tudo sobre a vida dela.
As gajas a sério não viram o açúcar todo na chávena e dobram saqueta em 4 enquanto molham os lábios com a língua. Quando chegam a casa só se descalçam no quarto e não calçam chinelos, andam descalças e não pintam as unhas dos pés. Quando saem á noite não buscam ninguém, procuram-se a elas mesmas. Não são gajas carentes! Quando fazem bolos não veem receitas na net, inventam elas mesmas uma receita, que depois colocam na internet. Depois da agitação gostam de se sentar no canto do sofá com um copo na mão e não com um balde gigante de pipocas nas pernas e não veem séries, nem têm televisão, ouvem musica no gira discos herdado do pai. Quando se vão deitar tiram a maquilhagem e continuam iguais. Dormem nuas, só com um lençol branco por cima e não precisam de ninguém ao lado. Fiquei a saber mais uma coisa: mentem como o caralho e são egoístas. 
-'Acabou a sua hora', disse ela.
Calcei-me e vim embora com uma certeza, as psicologas são gajas sérias e muito esquisitas.
-'Próximo', disse ela enquanto eu já ia nas escadas do prédio.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Por vezes a solidão é um luxo.

No Verão de sol que preenchia as nossas manhas tudo era perfeito, até chegar a chuva e a tua avó. 
Nada foi certo e tudo foi errado. Nem oito nem oitenta. A raiva que me alimenta a alma está presa no sofá verde do meu quarto e lá permanecerá. Sinto raiva da chuva que só me faz ficar nojento e triste, que nem uma Sofia. 
Sinto estalos no ouvidos! Pára, já. Quero sair deste sofá viajante que me leva para os bichos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

ociruflus odica



O fumo que te saia pela cabeça não era normal!
Boiando na água, estavas nas nuvens nuvens. Não estavas cá! 
A velha lampada piscava e ia ilu mando os velhos azulejos. A madeira da cozinha fazia ruídos.Penduradas no tecto estavam facas que tilintavam...
Debaixo de água sou mestre. Peito com ar. Peito sem ar. Acabou a musica.

ps: não corrigi erros ortográficos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012


Desculpa ontem ter vindo embora sem dizer nada. Não tive coragem. A verdade é que tropeço de ternura por ti e não quero que vejas a minha triste figura.

A Paixão é um cacto. O amor é um bonsai.

 

sexta-feira, 13 de abril de 2012


És como carne para canhão. Não passas disso. Nunca passaste disso.

domingo, 8 de abril de 2012

Já há algum tempo que não escrevia coisas sérias aqui.
Estou numa geração de mentes inúteis, ainda que poucas, que continuam a dizer mal do país onde vivem por estar estagnado e continuam a ver a época do Natal e da Pascoa como uma autentica celebração. Cristãos? Hum, acho que não. Burros que não gostam de produzir? Hum, sim.

Viva a burrice, gritam eles, aleluia, aleluia!
Assim vai um país que diz laico.