terça-feira, 8 de maio de 2012

Por vezes a solidão é um luxo.

No Verão de sol que preenchia as nossas manhas tudo era perfeito, até chegar a chuva e a tua avó. 
Nada foi certo e tudo foi errado. Nem oito nem oitenta. A raiva que me alimenta a alma está presa no sofá verde do meu quarto e lá permanecerá. Sinto raiva da chuva que só me faz ficar nojento e triste, que nem uma Sofia. 
Sinto estalos no ouvidos! Pára, já. Quero sair deste sofá viajante que me leva para os bichos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

ociruflus odica



O fumo que te saia pela cabeça não era normal!
Boiando na água, estavas nas nuvens nuvens. Não estavas cá! 
A velha lampada piscava e ia ilu mando os velhos azulejos. A madeira da cozinha fazia ruídos.Penduradas no tecto estavam facas que tilintavam...
Debaixo de água sou mestre. Peito com ar. Peito sem ar. Acabou a musica.

ps: não corrigi erros ortográficos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012


Desculpa ontem ter vindo embora sem dizer nada. Não tive coragem. A verdade é que tropeço de ternura por ti e não quero que vejas a minha triste figura.

A Paixão é um cacto. O amor é um bonsai.

 

sexta-feira, 13 de abril de 2012


És como carne para canhão. Não passas disso. Nunca passaste disso.

domingo, 8 de abril de 2012

Já há algum tempo que não escrevia coisas sérias aqui.
Estou numa geração de mentes inúteis, ainda que poucas, que continuam a dizer mal do país onde vivem por estar estagnado e continuam a ver a época do Natal e da Pascoa como uma autentica celebração. Cristãos? Hum, acho que não. Burros que não gostam de produzir? Hum, sim.

Viva a burrice, gritam eles, aleluia, aleluia!
Assim vai um país que diz laico.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

"(...)
 Beijá-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!"

 Florbela Espanca

terça-feira, 3 de abril de 2012








Roubado ao blog da Inês

-Já tens um nome querido para me chamares?
-Diamante em Bruto, gostas?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Momento Daniel Oliveira

Gosto de jogos
Não gosto de bifes de figado
Gosto do Benfica
Não gosto de inúteis
Gosto de pessoas em 2d.
Não gosto que me leiam coisas
Gosto de ler coisas para as pessoas.
Não gosto de rios com  água parada
Gosto de ouvir as ondas do mar com os olhos fechados
Não gosto de pessoas que não se calam
Gosto do barulho do silêncio da minha casa
Não gosto de cebola
Gosto de surpresas que não me envergonhem
Não gosto de manifestações publicas de afetos
Gosto da sedução
Não gosto de andar à chuva
Gosto de relva
Não gosto de lama
Gosto do cheiro da roupa lavada
Não gosto receber sms's quando me estou para deitar
Gosto do cheiro da casa da minha avó
Não gosto de ser iludido
Gosto de realidades
Não gosto de aglomerados de pessoas a lutar contra alguma coisa
Gosto de cada canto de Portugal
Não gosto do latir dos cães
Gosto de não saber tudo

quinta-feira, 29 de março de 2012

Uma noite na varanda...

Vem devagar
Leva tudo
Entra no que é meu
E faz do meu mundo o teu

Leva o que há em mim
Tudo
Devagar.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Ofereço-te amor e oxigénio. Ficas comigo?



domingo, 18 de março de 2012

"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso." Fernando Pessoa

sábado, 17 de março de 2012

Era uma vez um jovem irreverente, chamado Morrison.
Morrison tinha um hotel.
O hotel da diversão.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Hoje no meu sonho alguém disse 'Designer de escravaninha'.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Olá, sou eu de novo

Como eu quero acreditar que a google não me anda a mentir, e que tenho tido uma média de 5 visitas diárias aqui ao estabelecimento decidi mudar as coisas. A cor dos azulejos mudou.
É tudo, por agora.

terça-feira, 13 de março de 2012

Todos os dias nasce um novo sol

A Joana gostava de dar longos passeios sem destino.
Todos os dias saía de casa ainda nem o dia tinha nascido e com ela levava apenas um saco branco.

Não havia um único dia em que não se cruzasse com um rapaz que estava sempre na paragem de autocarro que existia ao fundo da rua.
 Nessa paragem de autocarro era habitual as pessoas afixarem papéis onde procuram ou ofereciam coisas. O tal rapaz era Pedro. Que fazia ali o Pedro? Para onde ia ? Será que ele  ia a algum lugar? Estava Pedro á espera de alguma coisa? Porque é que Joana reparava no Pedro e não nos anúncios da paragem ou na senhora que estava sempre à janela?

Não gosto de legendas nas fotos

A minha mãe tinha o hábito de escrever por detrás de cada foto, como se fosse uma legenda do momento. 
Cá eu, continuo a achar que todos os momentos que passo contigo não merecem legendas mas apenas fotos.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Os moinhos precisam de água.
As ventoinhas precisam de vento.
Os cobertores precisam de frio.
Os gelados precisam de calor.
O relógio precisa de ponteiros.
O dia precisa de horas.
A caneta precisa de tinta.

Eu? Só preciso de ti.

terça-feira, 6 de março de 2012


"Sempre chegamos ao sítio onde nos esperam." José Saramago


Abraça-me, só
Agora
Fica comigo
Não te vás embora

O que vi 
É segredo
Não te conto
Pois tenho medo...

Fica comigo
Só, agora.







Sabes...? Hoje tive um pesadelo. Quando acordei estava sozinho.

Não sei quem és mas fazes-me um falta terrível.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Hoje voltei a pedir um desejo, queres saber qual?

Hoje tirei uma pestana da cara de alguém, guardei-a entre dois dedos, escolhi o lado da pestana e pedi um desejo.
Errei no lado da pestana. 





"quem sabe eu nem vos quero bem
quem sabe eu nem sou ninguém
quem sabe eu não sei quem
quem sabe eu sou quem queria ser
quem sabe eu nunca o vou saber
quem sabe eu sou bem melhor
quem sabe o medo é minha cruz
quem sabe o medo é meu motor
quem sabe o medo é luz
quem sabe eu não estou só a tentar
desesperadamente uma razão
para seguir ou para não parar
pois tudo se passa sem eu ver"