segunda-feira, 11 de novembro de 2013


Ossos Moles


domingo, 3 de novembro de 2013

"Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham prá você
Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você"

domingo, 15 de setembro de 2013


Todas as canções que me deves
Um dia hás de tocá-las
Na minha nova casa
Debaixo da minha asa

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Tudo o que ele viu foi vermelho


O nascer daquele sol anunciava tudo o que ele não queria.
A vida tinha voltado ao zero.
Naquela que outrora foi a casa da partida era agora a casa da sua maior derrota.
Sentou-se no sofá calmamente, como um bom derrotado, encostou a cabeça e deixou cair os dados.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

"1º Amigo

(bebendo conhaque e soda, debaixo de árvores, num terraço, à beira-d'água) Camarada, por estes calores do Estio que embotam a ponta da sagacidade, repousemos do áspero estudo da Realidade humana...
Partamos para os campos do Sonho, vaguear por essas azuladas colinas românticas onde se ergue a torre abandonada do Sobrenatural, e musgos frescos recobrem as ruínas do Idealismo... Façamos fantasia!...

2º Amigo

Mas sobriamente, camarada, parcamente!...
E como nas sábias e amáveis alegorias da Renascença, misturando-lhe sempre uma Moralidade discreta..."

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Chama-se Lucinda e eu cantaria mais ou menos assim

Lucinda vem cá até mim
Senta-te ao meu colo
Não sejas má para mim
Vais ouvir-me a cantar
Aguenta aí até ao fim
Prometo eu vou-me calar
Mas, por favor, ouve-me só a mim

terça-feira, 6 de agosto de 2013


Um dia escreverei um poema
Só sobre ti, sem problema
Com cinco palavras por verso
Explicar nosso amor ao universo


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mau humor só se trata com bom amor.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Jantar?


O prato frio é o teu jantar
Vais-me comer o calcanhar
Hoje não saltas para a sobremesa
Hoje não sais daqui, Teresa

Temos música para te ajudar
A digerir este maldito jantar
Mastiga, engole e não deites fora
Olhem, como ela nada descora.



domingo, 7 de julho de 2013

Antes de se ir embora já com as malas mão perguntou-lhe:


- Precisas de mim para mais alguma coisa?
- Sim. Para viver.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Casa


Chegou a casa já era de manhã. Descalçou-se à entrada e correu para a casa de banho para lavar os dentes e disfarçar o hálito a álcool antes de se deitar junto dela.
Cuidadosamente pousou o calçado junto ao cabide. A casa estava calma e só se ouviam os pássaros que na rua anunciavam o novo dia.

A casa de banho era ao fundo corredor e foi de pé em pé atravessando o corredor. Era preciso fazer aquele corredor em bicos de pés porque a madeira já era velha e à mínima pisadela com mais força a casa sabia que estava alguém em pé.

A meio do corredor olhou para a sala e para espanto dele estava a família toda sentada nos sofás que unicamente mobilavam a casa.
Tinham todos uma cara muito séria e a forma como estavam vestidos denunciava que iam sair de casa para algo importante. Eram trajes de cerimonia, e das importantes.
Depois de apanhar um enorme susto parou para respirar fundo e perguntou:
-Já em pé? Para onde vão a estas horas? É sábado...

A avó levanta-se com um ar resignado e pergunta-lhe:

-O que é que ainda estás aqui a fazer...

-Então, eu cheguei agora a casa.

-Não, a tua casa agora é outra.


Cada um dos seus familiares levantou-se à vez e foi junto dele dar-lhe um beijo na face sem dizer uma única palavra.

quarta-feira, 19 de junho de 2013


Quente, frio 
Sol, mar
Ficar ou fugir
Daqui só quero voltar

Ainda é cedo 
Não vás tarde
Tem medo
Vai, cobarde!

Leva-me contigo
Traz-me abrigo
Pode ser algo novo
Porque aqui nem o povo.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Com todas essas manias não vais longe

Acho que vais encontrar alguém melhor. Só não sei melhor que que quem.
Que tu, talvez?


sábado, 25 de maio de 2013

Resposta

Não gosto que digam coisas sem saberem.  
Ninguém sabe nada.
Sou o que sou porque assim me vão fazendo. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Deixas o  leite e com ele vai-se a irreverência.

Noites quentes, contigo, aquecem as almas. Manhas frias, sem ti, gelam os corações.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Há quem viva com mil e dois gatos mas tu só sabias desenhar pássaros. De todas as formas e feitios. A casa coberta de pássaros. Todos desenhados.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Onde mora o tesão nunca entra a desilusão.


quinta-feira, 18 de abril de 2013


A cama foi-se aquecendo devagar.
Agora que voltaste espero que fiques. Fiques comigo e que a mantenhas quente.

Quente como o sol. Como o forno da minha avó. 
Fica. Não precisas de levar nada. Apenas fica e fecha a persiana. 
O sol só atrapalha e o teu calor chega.


Círculo Perfeito


O círculo, sabem todos aqueles que são versados nas mais diferentes correntes de pensamento místico, sempre foi considerado, em todas as épocas, como o símbolo da totalidade original do Universo. Mas não apenas a totalidade universal, como também todos os atributos que acompanham o Todo ou o absoluto, como a perfeição, o infinito, o ilimitado, o atemporal, o inespacial, a completude, a inteireza, etc.
Dissemos que o circulo simboliza a totalidade original. Mais do que isso, ele representa os atributos da divindade ou do absoluto. Estes são, como já dissemos, unidade, perfeição, harmonia, universalidade, infinito, etc. Ou seja, todas as qualidades que admitimos para o plano do absoluto.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Com a chuva a bater na janela a cama fica mais confortável.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

No banho é mais fácil

Na banheira sai a rima inteira
Na banheira somos todos poetas
Com a água a cair...
É só deixar a rima sair

Cantar à Inês
Só para vocês
É mais fácil agora
E eu não perco pela demora

A voz engrossa
Nada fica por cantar
Num tom monocórdico
Até dá para embalar...

Neste dia piroso
Não sei ser amoroso
Mais do que isto não dá
Pró ano volta cá.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Acorda sobressaltado.
Sem saber bem onde está esfrega a cara... Não vê nada em volta porque ainda é noite cerrada e nenhum radio de luz penetra o quarto ou local onde está.
João sabe que está escuro e que está deitado numa cama.

Vieram-lhe flash's à cabeça:
-Festa de despedida do amigo na noite anterior. -Copos levados à boca. -Cigarros fumados à varanda do restaurante. -Música alta e dança interrupta num bar. - Mais copos levados à boca.
Num ápice lembrou-se da noite quase toda mas volta a levar as mãos à cara porque continua a não saber como acabou a noite.

Levantou-se à pressa e tropeçou nas roupas espalhadas pelo chão!
Um fato escuro e o vestido dele...


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Com tão pouca dedicação
Ninguém fica desarmado
Se esta nossa canção
Não chegar a nenhum lado

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pedantismo nunca deu glória
É seguir em frente porque já diz a minha avó
Que dos fracos nunca se fez a história